sexta-feira, 18 de julho de 2008

Me perdoe

Eu brinquei com fogo, meu amor,
Quando disse o que veio a cabeça
E por mais que nada aconteça
Eu não vou me perdoar.
Ninguém entenderia tal atitude
De esmiuçar trocadilhos, fazer amiúdes
De restos só pra machucar.
Mas é pra abrir-te os olhos
Que lá fora existe um mundo gigante,
E, por mais que pareça distante
Eu sei que um dia ele vai mostrar
Tudo aquilo que eu te disse sem carinho,
Desvencilhando a paz da direção do nosso ninho
Sem nada a perder e sem ter com o que se preocupar.
Me perdoe, meu amor, a franqueza e a sinceridade
Mas se mentisse não seria justo nem honesto
Porque sei que amor só dura em liberdade.
Me perdoa as noites em claro, as traições e o descaso.
Me perdoa o sentimento de culpa e os olhares ao acaso.
Eu jamais poderia dizer-te o que sinto,
Até porque, tudo aquilo que eu minto
Não é tão mentira assim.
E só eu sei como é meu mundo agora
E como sou triste sem te ter perto de mim.

Um comentário:

marquinhos souza disse...

Será que é necessário pedir perdão por ser sincero o suficiente, não ao extremo de falar verdades desnecessárias nem com a pequenez de apenas mentir?
Se for, pediremos perdão a nossos amores, a nossos amigos, a nós mesmos, pois as vezes também esquecemos de cobrar a verdade de nossas palavras e atitudes.
Belo texto, belas palavras.
Espero que a tristeza de algumas frases morra ali e não ultrapasse o limite entre ox textos e a vida real, pois mereces a felicidade como parceira em tudo!
grande beijo!
té mais!