sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Mocidade

Os falsos amores que vigiam
Aquela escondida solidão
Risonhos, sorrindo iam
Admirar do peito a imensidão.

Imbebido em lágrimas de amor
Soluços ofegantes se vão
Lançados no infinito como um abrigo
Pra bem longe de um coração.

E na areia, escrito singelo
Ao passo que nem o mármore apaga,
O que será escrito de belo
No futuro onde nada se rasga?

Devaneio estranho da dor
Perdendo o tino e a liberdade,
O que será das fotos sem cor?
O que restará na saudade?

Abraço apertado que lembro
Com afago e tranqüilidade
É só esse um simples momento
É a lembrança da minha mocidade.

Um comentário:

Anônimo disse...

Que lindaaaa essa poesiaa *.*

Amei seu blog.

Parabéns.