sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sensações

Quem saberia o que é amar
Se não fossem os olhos brilhando,
O coração palpitando,
A respiração profunda,
O humor que muda,
O gesto de tocar,
O brincar de um sussurar,
A leveza de um sorriso,
Muito mais que isso.
A gargalhada espontânea,
O prazer quando arranha,
O dormir juntos,
O unir de dois mundos,
Dois corpos num só,
Verdade dita sem dó.
O olhar maroto,
Sentir-se um garoto,
Ver beleza no nada,
Beijar a boca da amada,
Companhia no frio,
Coração batendo à mil.
O vento no cabelo,
O arrepiar do pêlo,
O semblante contente,
O desejo ardende,
Visão da vida cor-de-rosa,
A demonstração carinhosa.
Só conhece o amor verdadeiro
Quem ama tudo por inteiro
Mesmo que leve tempo pra saber,
Muito mais tempo pra entender
Que era só isso que faltava.
Que na época em que amava,
Era mais alegre,
Um tanto quanto serelepe.
Era sentir-se criança,
Era ter esperança
De reencontrar o pedaço que falta,
Sentir-se um astronauta
Flutuando na lua,
Vê-la todo dia nua,
Sentir-se renovado,
Amar e ser amado.
Amor por si só seria pouco
Sem as sensações,
Sem as emoções,
Sem o tempo,
Talvez sem desalento,
E seria nada sem você e eu.

3 comentários:

Marcos Leivas disse...

"Um tanto quanto serelepe"

Essa frase resumiu o jeito Mirela de ser. Um sorriso maroto (talvez marota, se fosse possível) sempre com a palavra direta e com a verdade na ponta da língua. Um jeito meigo infanto-mulher de dizer "pequenos momentos grandes" que muito as pessoas procuram.

Adorei tchê! :-)

Beijo do teu amigo colorado!

Mari #) disse...

Nossa, mil anos depois e uapareço, né? Perdão! ;x
Caramba, Mi! Eu não sabia que eras uma poetisa! E dessas de primeiríííssima qualidade! Dei uma olhada e vou ler melhor essa agora, mas eu AMEI! :D
Aparece sempre, bom te ver por lá ;D
Um beijo grandão! :*

Andréia Pires disse...

bonito aqui, mirela. bjo!